Atualmente, para muitos jovens do secundário, a vida na internet é uma parte da vida real. Convidamos os amigos a se encontrarem pelo Instagram, conversamos via WhatsApp, Snapchat ou TikTok, nós partilhamos, desabafamos e estabelecemos relações. Mas nem tudo, no mundo digital, é seguro e conhecer os riscos é crucial para proteger a nós mesmos.
O “sexting” - envio de mensagens, fotos ou vídeos íntimos - pode começar com um gesto que parece inocente, frequentemente entre pessoas da mesma idade ou em relações de confiança. Os problemas surgem quando a imagem se desprende de quem a enviou - Um print, uma partilha "de brincadeira" ou um desentendimento podem transformar algo privado em algo problemático.
A “sextortion” é uma situação ainda mais grave. Ocorre, quando alguém ameaça tornar públicos conteúdos íntimos para forçar a vítima a enviar mais imagens, transferir dinheiro ou a realizar algo mais, contra a sua vontade. Estas situações podem ocorrer tanto com desconhecidos quanto com “amigos?!”. Importante é saber que isto é crime e a vítima nunca é culpada.
A partilha de imagens íntimas sem consentimento, isto é, quando alguém publica fotos ou vídeos íntimos sem autorização - é uma violação extremamente grave da privacidade e da dignidade da pessoa. Para além da vergonha, da ansiedade e do medo, tal situação pode ter um impacto muito significativo na vida emocional e pessoal, escolar, social, ... Em Portugal, este tipo de partilha é também punido por lei.
Outros perigos podem ainda existir online como perfis falsos, manipulação emocional, “ciberbullying”. Muitas vezes, adultos fazem-se passar por crianças para estabelecer relações de confiança. Estas iniciativas começam de uma forma subtil, razão pela qual é ainda mais importante estar atento e informado. A proteção começa por pensar antes de enviar algo, mesmo a alguém em que se confia. Também passa pela utilização de contas privadas, por não ceder a pressões e por confiar na sensação de desconforto - se algo “não parece certo” é “porque não está certo”. Em situação de risco as provas são importantes e devem estar guardadas para comprovar o risco. Bloquear e denunciar a conta, pedir ajuda são passos a não esquecer.
Ninguém tem que lidar com estas situações sozinho. Em Portugal, existem linhas de apoio gratuitas e confidenciais:
Linha Internet Segura - 800 21 90 90
Linha de Apoio a Crianças e Jovens/IPDJ - 800 20 66 56
APAV (Apoio à Vítima) - 116 006
Emergência - 112 (em situações de perigo imediato)
Autores: Margarida Sousa, Matthew Bowie, Jayden Bridger e Trishla Gulat, 10.º B

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